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O governador não tinha noção de que atrapalharia alguém se chegasse atrasado no evento. Ele não sabia que Gisele, sua secretária, usava um salto de dez centímetros e que seus pés doíam, mas mesmo assim ela o esperava; o celular ao seu bolso vibrou mais uma vez. Ela sabia do que se tratava, mas não podia atender, o evento se arrastava e ela tinha que lidar com a dor em seu péao mesmo tempo que sorria para as outras autoridades do salão. "Não acredito que ele chegou só agora!". Eram 19:30, o evento começaria às 18:00.
Pouco mais de três horas de uma hora depois, ela estava liberada e andava com praguejando para si mesma, os pés dela estavam a matando! Mas que coisa! O celular tocou. O governador já tinha ido embora, seus sapatos foram retirados dentro do táxi e ela sorriu para si mesma. "Alô?", ela atendeu.
Era sua filha, o curo se inglês havia acabado há vinte minutos e chovia forte, ela ainda esperava pela mãe. Seu namoro vinha enfrentado problemas; ele disse que ligaria mais tarde se ela ainda quisesse falar com ele. A filha sabia que se não atendesse o telefone, ele iria embora para sempre. Roeu as unhas. Xingou a mãe. Perdiu perdão mentalmente. Espero 30 minutos. Estava trânsito, chovia muito, a bateria do celular havia acabado. Chegou em casa, abriu a porta. A mãe foi comer, ela ouviu um telefone tocar. Uma. Duas. Três. Tropeçou, não deu tempo de correr.
Silêncio.
Ele iria entender se ela dissesse que o governador havia se atrasado?
*Pessoas, situação e etc meramente ficcionais.


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